Banner PagSeguro

quinta-feira, 3 de março de 2016

Padrasto fica preso mesmo após enteada dizer que inventou estupro

Mecânico foi denunciado em 2009 pela enteada, que depois mudou versão.
Em julgamento nesta quarta-feira, Justiça decidiu manter homem preso.


     O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) manteve a pena de 10 anos de prisão do mecânico Edmilson Gonçalves dos Santos, 47 anos, por suspeita de estupro, mesmo após a enteada dele, que teria sido a vítima, afirmar em depoimento que "inventou" o abuso. O pedido de revisão da condenação feito pela defesa do mecânico foi julgado improcedente, na manhã desta quarta-feira (2), em Salvador.
Edmilson Gonçalves foi denunciado pelo crime de estupro em 2009, quando a enteada Lanara de Jesus Nunes tinha 11 anos, e condenado em maio de 2014. Ele cumpre pena na Penitenciária Lemos Brito (PLB), no bairro da Mata Escura, em Salvador. Cinco anos após a denúncia, a suposta vítima do estupro desmentiu a própria acusação contra o padrasto, alegando que foi coagida pelo pai biológico a mentir. O pai da jovem seria contra o relacionamento da ex-mulher com Edmilson.
O pedido de revisão da condenação do mecânico teve o voto contrário de oito desembargadores, contra seis a favor, segundo informou a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça. A relatora do processo é a desembargadora Ivete Caudas, que votou contra o pedido de revisão. OG1 não conseguiu contato com a relatora nesta quarta-feira.
O advogado do mecânico, Revardiêre Assunção, disse ao G1 que vai recorrer da decisão. "O placar [da audiência desta quarta] foi apertado. Vou me reunir com a família dele e esperar a intimação da decisão de hoje para que possamos recorrer e buscar uma nova releitura favorável a ele. A postura do Tribunal foi conservadora. Eles foram temerosos para evitar abrir nenhum tipo de precedente. A gente perdeu uma batalha, mas não perdeu a guerra. Vamos perseguir a absolvição dele", afirmou.Para a maioria dos desembargadores, o depoimento da jovem sobre a "invenção" do estupro foi dado de forma isolada, uma vez que a menina prestou outros cinco depoimentos em que afirmou ter ocorrido o abuso. Os desembargadores também afirmaram ter levado em consideração relatórios psicossociais elaborados por profissionais que acompanharam a jovem e disseram, ainda, que a madrasta da enteada do mecânico também afirmou ter ocorrido o estupro.
O advogado criticou a decisão da Justiça por não ter levado em consideração o depoimento da enteada de Edmilson negando o crime.
"Primeiro, para condená-lo, eles se basearam no depoimento dela. Agora, que ela nega a acusação, a fala dela não tem mais crédito. Além disso, o resultado do laudo feito na menina não foi determinante para a condenação ou absolvição, uma vez que não atestou, na época, lesões recentes. O laudo atestou apenas que ela não era mais virgem, mas o primeiro contato sexual tinha ocorrido um ano antes, quando ela tinha 10 anos, com um namorado, como ela mesma disse", afirmou.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Agência do banco Itaú na Avenida Caxangá é assaltada

     

Cinco bandidos armados levaram dinheiro do banco, funcionários e clientes. Assaltantes fugiram levando também as armas dos vigilantes do banco.



        Uma agência do banco Itaú localizada na Avenida Caxangá, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife, foi assaltada no fim da manhã desta quarta-feira (2). De acordo com a Polícia Militar, cinco bandidos armados roubaram dinheiro do banco, dos funcionários e dos clientes.


Os assaltantes fugiram levando também as armas dos vigilantes do banco. De acordo com testemunhas, os bandidos utilizaram duas motos na fuga. Ninguém foi preso.


WhatsApp poderá deixar de funcionar mais uma vez no Brasil

A informação foi divulgada pelo delegado Fabiano Barbeiro, que solicitou o bloqueio do app no País no ano passado
         O aplicativoWhatsApp poderádeixar de funcionarmais uma vez no Brasil.
A informação foi divulgada pelo delegado Fabiano Barbeiro, que solicitou o bloqueio do app no ano passado, em entrevista à Rádio Câmara nesta semana. Porém, ele não falou em que período do ano isso pode ocorrer.
Conforme informou o delegado, a falta de cooperação da empresa em uma investigação ao Primeiro Comando da Capital (PCC) seria o motivo da suspensão do serviço de troca de mensagens. Outra medida possível é a responsabilização criminal de representantes da empresa no País.
Conforme informações do site da Câmara dos deputados, na terça-feira, 1º de março, o assunto foi debatido durante audiência pública realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos – por coincidência, no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF), cumprindo determinação da justiça de Sergipe (SE),prendeu, pelo mesmo motivo, o vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan. Para quem não sabe, o Facebook é a empresa dona do aplicativo WhatsApp.
"Eu não consigo conceber o fato ou a alegação de que a empresa não tenha capacidade técnica de atender esse pedido, isso para mim é completamente improvável. O que eu acredito, sim, é que existem razões comerciais para que ela mantenha esta resistência. Eu não acho isso justo, não acho isto válido e não acho que isso deve sobrepor às nossas leis, ao nosso Poder Judiciário, ao nosso estado democrático de direito e nem tampouco a nossa soberania nacional”, disse o delegado durante entrevista à Rádio Câmara.
Bloqueio do app no Brasil
A mesma situação aconteceu no fim do ano passado, quando a Justiça determinou o bloqueio do WhatsApp por 48 horas.