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quinta-feira, 10 de março de 2016

MPPE pede cassação do prefeito de Cupira e ressarcimento de R$ 3 mi

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Cupira, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a assessoria de imprensa do MPPE, o Ministério pede à Justiça a condenação do gestor à perda da função política e o ressarcimento dos valores não repassados à Previdência Social no valor de R$ 3.093.418,90, mais o pagamento de juros e correções monetárias de R$ 845.490,77.

G1 tentou entrar em contato com a Prefeitura de Cupira por telefone, mas as ligações não foram atendidas. Por e-mail, o G1 solicitou um posicionamento do órgão, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.


A gasto feito com pessoal é contrário ao que é determinado no artigo 20, inciso II da LRF, que prevê que este tipo de despesa não deve ultrapassar 54% da receita corrente líquida arrecadada no período de apuração. "A auditoria de contas comprovou que o prefeito contraiu despesas com pessoal em percentuais de 61,58% e 74,1% do total da receita corrente líquida municipal para os dois últimos quadrimestres de 2010", afirma Leôncio Tavares na ação.
O MPPE também pede a suspensão dos direitos políticos do prefeito e a proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais, além de pagamento de multa. De acordo com o promotor de Justiça Leôncio Tavares, o gestor de Cupira - que está no segundo mandato - realizou gastos com pessoal acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos dois últimos quadrimestres do exercício financeiro 2010. Ele também não adotou medidas para diminuir excesso de despesas, segundo o promotor.
Ainda de acordo com o promotor, o prefeito não repassa contribuições previdenciárias desde o ano de 2008 até 2012. "A violação às normas causa grave prejuízo financeiro para a administração municipal, já que produz endividamento futuro e acarreta o pagamento de multas e juros cobrados pelo órgão previdenciário, evidenciando gestão antieconômica de serviços públicos", explica.

PRF apreende 34 motos e detém dois jovens com maconha em Caruaru, PE

Material apreendido foi levado para a Delegacia da PRF de Caruaru (Foto: Divulgação/PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fiscalizou 588 motos e apreendeu 34 na "Operação Rota Segura" na quarta-feira (9) em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Segundo informou nesta quinta-feira (10) a assessoria de comunicação da PRF, durante a ação integrada com a Polícia Militar na BR-104, dois jovens foram detidos com cerca de meio quilo de maconha.
Ao abordar a motocicleta ocupada pela dupla, os agentes da PRF e da PM realizaram uma revista e localizaram a droga com o passageiro, de 18 anos. Ele foi encaminhado junto com o condutor, de 26, para a Delegacia de Polícia Civil local.
Segundo a PRF, entre as irregularidades verificadas durante a operação estavam a falta de equipamentos obrigatórios, ausência da Carteira Nacional de Habilitação, licenciamento vencido e má conservação dos veículos. A droga apreendida foi levada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Caruaru, conforme a PRF. Já as motos foram para a Delegacia da PRF do município.

Hospital de Buíque é interditado após lixo contaminado e falta de médico



Falta de medicamentos foi uma das irregularidades apontadas pela Apevisa no hospital de Buique (Foto: Divulgação/Cremepe)


A Casa de Saúde Senador Antônio Farias em Buíque, no Agreste, foi interditada pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa). A medida divulgada nesta quinta-feira (10) foi tomada na quarta (9), após o órgão - em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) - realizar uma vistoria da unidade. De acordo com a assessoria de imprensa do Cremepe, foram identificadas irregularidades como falta de médico e acúmulo de lixo contaminado.


Durante a fiscalização - solicitada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) - foram identificadas a falta de antibióticos e analgésicos, equipamentos - como desfribilador - quebrados e lavanderia inadequada, conforme informou a assessoria do Cremepe. "A maior preocupação foi a grande quantidade de lixo contaminado que estava nos corredores da Casa de Saúde", disse o presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues.

Segundo o diretor da Apevisa, Jaime Amorim, o hospital ficará fechado até que a situação seja normalizada. "Será realizada uma reunião no MPPE de Arcoverde na tarde desta quarta-feira (10) na qual estarão presentes o Cremepe, a Apevisa e representantes da Prefeitura de Buíque. Em conjunto, iremos definir os critérios para a reabertura da unidade", explicou.

Sílvio Rodrigues ressaltou que irá encaminhar um pedido de interdição ética do hospital à plenária do conselho diretor do cremepe. Ele ainda destacou que as pessoas que precisarem de atendimento médico no município devem procurar a Unidade Mista Alcides Cursino, em Buíque, ou o Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde