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quinta-feira, 31 de março de 2016

Jovem preso por furtar ambulância que o socorria confessa crime: ‘Surtei’

Renato Garcia, 25, capotou na BR-153 e socorrista parou para ajudar.
Rapaz entrou no veículo e fugiu, sendo detido após perseguição policial.



O jovem Renato Garcia Alcântara, de 25 anos, preso por furtar a ambulância que o socorria após um acidente, confessou o crime na BR-153. “Eu surtei. Peguei o carro e surtei. O cara da ambulância não queria me trazer [para o hospital], eu peguei a ambulância e vim embora”, relatou.
O caso aconteceu na noite de terça-feira (29). Renato pegou o carro da avó na cidade de Anápolis e dirigiu por 15 km. Ao perceber que o tanque de combustível estava vazio, parou em um posto para abastecer. Na sequência, saiu em alta velocidade sem pagar.
O motorista de ambulância Osiel Antônio de Oliveira, que passava pelo local, viu o acidente e parou para prestar assistência. “Tomei um susto. O cara capotou na minha frente”, relatou.Durante a fuga, ele capotou na altura do povoado de Interlândia, entre Anápolis e Jaraguá, na região central de Goiás.
O motorista contou que tentou ajudar, mas foi surpreendido pela atitude do rapaz. “Ele estava acabando de sair do carro desnorteado indo para o lado da BR. O cara está ali praticamente deitado no chão, rolando e vai lá e rouba seu carro”, disse.
Após furtar o veículo, Renato dirigiu por mais de 40 km até que a polícia o localizasse. Durante a perseguição, os PMs atiraram no pneu e a ambulância parou. O rapaz ainda tentou fugir pelo mato, mas foi detido. Ele vai responder por furto qualificado.
Depois do susto, o motorista da ambulância diz que ficará mais atento ao prestar socorro a algum acidentado. “Se eu achar um agora, vou parar, desligar o carro, trancar primeiro para depois ir lá socorrer”, garante
Renato Garcia Alcântara foi preso após furtar ambulância em Anápolis, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Policial aposentado é baleado e mata assaltante em Goiânia, diz delegado

Ele foi abordado por dois criminosos ao chegar a hospital de Goiânia.
Motorista atirou contra dupla, sendo que um dos assaltantes fugiu.



O policial aposentado Félix Nazareno, de 57 anos, foi baleado na manhã desta quinta-feira (31) ao reagir a um assalto em frente ao Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG), no Setor Bueno. Segundo a Polícia Civil, ele atirou contra os dois criminosos, sendo que um deles morreu no local e o outro fugiu.
Braga informou que o policial trabalha em uma empresa de segurança que presta serviço ao IOG. No entanto, o gerente administrativo do hospital, Valdemar Caetano, negou que ele seja funcionário da unidade de saúde.O crime ocorreu por volta das 6h30. Responsável pelo caso, o delegado Rilmo Braga informou que o policial foi abordado na porta da unidade de saúde, logo após descer do automóvel. Os criminosos ordenaram que ele entregasse o celular e a chave do carro, mas Nazareno reagiu.
O hospital informou que Nazareno passou por cirurgia durante a manhã e tem quadro regular. Segundo a Polícia Civil, ele foi atingido no baço e perdeu muito sangue.
Conforme Braga, tudo indica que o criminoso que fugiu também foi baleado. No entanto, ele ainda não foi localizado
Policial aposentado reage a assalto quando chegava a hospital no Setor Bueno, em Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

PF faz operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em seis estados

Operação Cardeal foi deflagrada nesta quinta-feira (31) em Rondônia.
Segundo PF, grupo fazia transporte de drogas em voo sem autorização.



Agentes da PF cumprem mandados em Porto Velho, durante Operação Cardeal (Foto: Hosana Morais/ G1)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (31) a Operação Cardeal, que tem como objetivo desarticular uma associação especializada na lavagem de dinheiro e tráfico de drogas em várias capitais do país. Ao todo, estão sendo cumpridos 72 mandados judiciais nos estados de Rondônia, Amazonas, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Ceará.  Conforme investigações, a quadrilha fazia o transporte dos entorpecentes por meio aéreo, sem registro de voo ou comunicação com as autoridades. O piloto foi preso.
Dos 72 mandados na Operação Cardeal, 28 são de prisão preventiva, 12 de condução coercitivas e 32 de buscas e apreensões. Em Rondônia, onde é a base das investigações, os agentes cumprem mandados em Porto Velho, Nova Mamoré, Cacaulândia e Ariquemes. No Amazonas, a operação acontece em Humaitá.
Os mandados de busca são para apreender automóveis, aeronaves, rebanhos bovinos e sequestro de 23 imóveis. A PF também pediu bloqueio judicial das contas correntes de 42 investigados na Cardeal.
Segundo a PF, a rota do tráfico saia de Rondônia e tinha como destino as cidades do Maranhão, seguindo depois, por meio terrestre, para Fortaleza (CE). A PF informou que as investigações da Cardeal começaram depois da Operação Nova Dimensão, realizada em julho do ano passado em Rondônia e Ceará, contra o tráfico internacional.
Na época foram cumpridos 62 mandados, sendo 29 de prisão, 26 de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva, além do fechamento de dois estabelecimentos comerciais. Após a Nova Dimensão, os investigadores da PF prosseguiram com as investigações e identificaram o principal responsável pelo transporte dos entorpecentes por avião.
De acordo com a Polícia Federal, até agora já foram apreendidos cerca de R$ 6 milhões, que eram usados para fazer o pagamento do transporte dos entorpecentes. Também foram apreendidos cerca de 100 kg de cloridrato de cocaína e 30kg de fenacetina.
As investigações apontaram que a associação criminosa usava o dinheiro apreendido para fazer lavagem de capitais ilícitos, que era feito em joalherias, distribuidoras de bebidas, revenda de automóveis, academias e farmácias.
Ao todo, PF apreendeu cerca de R$ 6 milhões desde 2015 (Foto: PF/ Divulgação)

Operação Nova Dimensão
A Operação Cardeal, segundo a PF, é resultado das investigações da Operação Nova Dimensão, que revelaram uma organização criminosa que seria responsável pela rota de tráfico de drogas entre Porto Velho e Fortaleza e lavagem de dinheiro, obtido com a compra e venda dos entorpecentes. Segundo a PF, o grupo transportava aproximadamente 150 quilos de cocaína de Rondônia para o Ceará todos os meses.

A apuração teve início em janeiro de 2015, desde então, vários membros da organização foram presos em flagrante durante o transporte de drogas. As apreensões ocorreram em diversos pontos do país, entre eles o Distrito Federal e o Maranhão. Os envolvidos começaram a ser investigados devido ao padrão de vida incompatível com os rendimentos recebidos de forma legal. Os suspeitos possuem imóveis e veículos Fortaleza e Porto Velho.
Já a Operação 01 descobriu uma suposta quadrilha que comprava drogas diretamente da Bolívia, na cidade de Guayaramerín, que faz fronteira com Guajará-Mirim, em Rondônia. Os entorpecentes eram adquiridos em um sistema de "consórcio", para a distribuição para outros estados.