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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sala de juiz é invadida e incendiada na comarca de Iporá, em Goiás

Segundo delegado, câmeras de segurança do Fórum estavam sem funcionar.
Fogo destruiu documentos, computadores e livros que estavam no gabinete.



Um incêndio destruiu, no domingo (29), parte do gabinete do juiz Wander Soares Fonseca, da 2ª Vara Cível e Criminal da comarca de Iporá, região oeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil,  um armário com processos foi incendiado e vários documentos, computadores e livros foram queimados. A polícia ainda não tem pistas dos autores do crime.
Segundo o delegado Ramon Queiroz, responsável pelas investigações, as câmeras de segurança do local não estavam funcionando, o que, segundo ele, deve dificultar a apuração. “Ainda está muito recente, mas não vamos poder contar com imagens de circuito interno por exemplo. Até agora não temos pistas de quem possa ter ateado fogo. Como foi de madrugada, ainda não conseguimos localizar alguma testemunha para ajudar a elucidar o caso”, afirmou.
De acordo com a corporação, foi preciso arrombar a sala para ter acesso ao local. Segundo os bombeiros, vários documentos foram destruídos.O caso aconteceu na madrugada de domingo (29) na sala do juiz que fica no Fórum da cidade. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes foram acionadas às 4h da manhã.
A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) divulgou uma nota em repúdio ao ocorrido. A entidade considerou o ataque uma “intimidação ao juiz Wander Soares, no exercício de suas funções constitucionais”. De acordo com a Asmego, o incêndio acaba “por atingir toda a magistratura goiana”, pois representa “uma afronta ao Estado Democrático de Direito e causa danos ao Poder Judiciário, bem como a toda sociedade”.
Sala do juíz foi atingida por incêndio no domingo (29), em Itumbiara (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Homem é preso suspeito de estuprar garota de 16 anos grávida de 8 meses

Crime aconteceu na quinta-feira (26) em São José de Mipibu, no RN.
Homem, que tem 23 anos, foi preso neste sábado (28) em Natal.



Um homem de 23 anos foi preso neste sábado (28), em Natal, suspeito de ter estuprado uma adolescente de 16 anos grávida de 8 meses. O crime, segundo a Polícia Militar, aconteceu na última quinta-feira (26), ferido de Corpus Christi, no município de São José de Mipibu, na região Metropolitana da capital potiguar.
Ainda de acordo com a PM, o suspeito estava escondido no Paço da Pátria, na casa de um tio que responde na Justiça pelo mesmo crime.
A polícia conta que o suspeito se aproveitou da amizade que tem com a vítima. Ele teria dado uma carona de motocicleta para a garota. No entanto, em um certo momento, o homem desviou do caminho e levou a adolescente para uma casa abandonada, onde aconteceu a violência.
O crime causou grande comoção no município. Na residência onde o suspeito foi preso, no Paço da Pátria, foi apreendida a motocicleta que teria sido usada no dia do crime.

Mãe e filha são suspeitas de desviar mais de R$ 200 mil de idosa na PB

Mãe foi contratada como cuidadora de professora aposentada.
Valores eram transferidos para poupança da filha, estudante de Direito.



Uma idosa de 69 anos e a filha dela, de 25, foram presas nesta segunda-feira (30) suspeitas de desviar valores superiores a R$ 200 mil da patroa. A vítima é uma professora universitária aposentada, de 81 anos, que havia contratado a suspeita como cuidadora, segundo explicou o delegado de Defraudações e Falsificações de João Pessoa, Lucas Sá.   
O crime foi percebido por uma sobrinha da vítima, que tomou conhecimento de negociações que a cuidadora estava fazendo com a professora. De acordo com o delegado, a idosa que foi presa é suspeita de convencer a vítima a abrir uma conta na Caixa Econômica Federal, fazer um cartão de crédito e o entregar para ela. A vítima, mesmo debilitada, prestou depoimento e informou que confiava nas suspeitas e que assinava vários documentos sem ler.
A jovem de 25 anos, que é estudante de Direito, era a principal beneficiada das fraudes, uma vez que as transações bancárias eram feitas para a poupança dela, conforme explicou o delegado. A agência bancária confirmou que as contas estavam ativas e sendo movimentadas. Além disso, o banco vai encaminhar para a Polícia Civil imagens das mulheres realizando transações bancárias no nome da vítima.Com isso, ela é suspeita de antecipar valores da previdência privada da patroa, usar o cartão de crédito dela para fazer compras pessoais e contratar empréstimos de alto valor, sendo um deles de mais de R$ 100 mil. Como a vítima mora sozinha e não tem filhos, a família demorou mais de seis meses para perceber a fraude.
As duas foram presas em uma casa, no Jardim Cidade Universitária. Com elas, foram apreendidos extratos bancários da vítima, comprovantes de transações bancárias e um documento assinado pela professora autorizando a antecipação do saque da previdência privada. Segundo Lucas Sá, elas confessaram que se beneficiaram do dinheiro da patroa, mas que tudo tinha sido feito com autorização dela e que os valores tinham sido doados.
Elas foram autuadas por estelionato qualificado, uma vez que a vítima é idosa, e extorsão indireta. As duas podem pegar uma pena de até 12 anos de prisão. Elas estão detidas na Central de Polícia, aguardando a audiência de custódia.
A polícia ainda vai investigar a informação de que, com o dinheiro da vítima, as suspeitas compraram carros e casas. “Se, no decorrer das investigações, isso for constatado, nós vamos pedir o bloqueio dos bens para diminuir o prejuízo da vítima”, explicou Lucas Sá.