Banner PagSeguro

quinta-feira, 10 de março de 2016

Hospital de Buíque é interditado após lixo contaminado e falta de médico



Falta de medicamentos foi uma das irregularidades apontadas pela Apevisa no hospital de Buique (Foto: Divulgação/Cremepe)


A Casa de Saúde Senador Antônio Farias em Buíque, no Agreste, foi interditada pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa). A medida divulgada nesta quinta-feira (10) foi tomada na quarta (9), após o órgão - em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) - realizar uma vistoria da unidade. De acordo com a assessoria de imprensa do Cremepe, foram identificadas irregularidades como falta de médico e acúmulo de lixo contaminado.


Durante a fiscalização - solicitada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) - foram identificadas a falta de antibióticos e analgésicos, equipamentos - como desfribilador - quebrados e lavanderia inadequada, conforme informou a assessoria do Cremepe. "A maior preocupação foi a grande quantidade de lixo contaminado que estava nos corredores da Casa de Saúde", disse o presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues.

Segundo o diretor da Apevisa, Jaime Amorim, o hospital ficará fechado até que a situação seja normalizada. "Será realizada uma reunião no MPPE de Arcoverde na tarde desta quarta-feira (10) na qual estarão presentes o Cremepe, a Apevisa e representantes da Prefeitura de Buíque. Em conjunto, iremos definir os critérios para a reabertura da unidade", explicou.

Sílvio Rodrigues ressaltou que irá encaminhar um pedido de interdição ética do hospital à plenária do conselho diretor do cremepe. Ele ainda destacou que as pessoas que precisarem de atendimento médico no município devem procurar a Unidade Mista Alcides Cursino, em Buíque, ou o Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde

MAIS UM AGRICULTOR MORTO NA ZONA RURAL DE SÃO JOÃO


JOÃO D DECA FOI ASSASSINADO A TIROS AO VOLTAR PARA CASA

joao jose assassinado sao joao agresteviolento.com.br

Na noite de ontem (09.03),  populares informaram a Central de Operações do 9º BPM que um homem havia sido assassinado no Sitio Capim Grosso, Zona Rural de São João, a GT de São João foi acionada pela central e dirigiu-se ao local, onde  o agricultor JOÃO JOSÉ DA SILVA (JOÃO D DECA), 59 anos, residente no Sitio Capim Grosso, São João, foi assassinado  com vários tiros.
Segundo informações a vitima estava em um bar na localidade e quando retornava a residência, foi surpreendido pelo assassino.
A Policia Civil,  foi acionada e após os trâmites legais encaminhou o corpo ao IML de Caruaru.
o caso será investigado pela Delegacia de São João, que tem à frente o delegado Dr. Marcos Omena.

imagens agreste violento

quarta-feira, 9 de março de 2016

'Demos voto de confiança a polícia, mas está acabando' diz pai de Beatriz

Pais da menina pediram agilidade da polícia nas investigações. 
Beatriz foi assassinada no dia 10 de dezembro em uma escola particular.


Retrato falado do suspeito de matar garota Beatriz, em Petrolina (Foto: Thays Estarque/G1)
retrato falado do suspeito

 Os pais da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, assassinada a facadas no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa no colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, concederam, nesta quarta-feira (9), uma entrevista coletiva para falar sobre o caso. O professor de inglês Sandro Romilton e Lúcia Mota aproveitaram a ocasião para cobrar mais agilidade das autoridades em relação ao andamento das investigações.
Um dia antes de completar três meses do assassinato de Beatriz, Sandro explicou porque só agora resolveu se pronunciar e justificou o silêncio e a ausência da família nas manifestações.“Nos primeiros 60 dias, nós não estávamos em condições físicas e mentais de poder participar, cobrar, porque foi muito injusto, foi muito cruel conosco tudo o que aconteceu. Não só pelo fato de perder uma filha, mas pela situação que foi. Além de sentir uma dor, ter que raciocinar quais seriam os próximos passos, o que deveria fazer”, relatou.
Marceone Ferreira, delagado da 26ª Delegacia Seccional de Petrolina (Foto: Taisa Alencar / G1)


Em relação as investigações, Sandro enfatizou que a partir de agora cobrará justiça de forma mais eficaz, destacando que avisou ao delegado responsável pelo caso, Marceone Ferreira, que aumentaria o tom das cobranças.
“É inadmissível tanto tempo assim e não ter dado nenhuma resposta para a gente, para a sociedade. Tudo bem que as investigações ocorrem em sigilo, tem o segredo de polícia, mas para o pai e uma mãe que não entende o que se passou com a filha, é desesperador", lamenta o professor.
Sandro espera ter uma conversa com o governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, para que alguns pontos sejam esclarecidos. "A gente fica em uma angústia incalculável. A polícia de Pernambuco não nos deve favor, eles têm a obrigação de resolver esse caso. Seja o que for, doa a quem doer, custe o que custar, nós queremos essa resposta para ontem. O delegado nos pediu paciência, nós demos um voto de confiança a polícia, mas está acabando”, falou o pai.
“Gente, alguém viu alguma coisa. É impossível que uma daquelas três mil pessoas não tenha visto algo. Eu participei de todas as comemorações dos meus filhos na escola. Aquele bebedouro não é algo escondido. É extremamente movimentado, principalmente pelas crianças. Do lado do bebedouro tem um parque, ali é uma passagem. O local escolhido não foi por acaso, tem um porquê. E temos a obrigação de questionar o poder público e judiciário por respostas”, afirmou a mãe de Beatriz.
A polícia de Pernambuco não nos deve favor, eles têm a obrigação de resolver esse caso.
Sandro Romilton, pai
Apesar do sigilo, Sandro quer que algumas informações sejam repassadas. “Queremos saber quem está contribuindo com o caso, quem não está contribuindo, o que dificultou, quais os erros de abordagem no início das investigações, quais os suspeitos”.
O professor lamenta ainda o fato da cena do crime não tenha sido preservada. “Se a escola tivesse sido interditada no primeiro momento, se a cena do crime tivesse sido preservada, seria diferente. Porque o que aconteceu lá, foi que na hora que aconteceu, todos os que estavam presentes, as irmãs, as coordenadoras, os pais de alunos e estudantes foram embora. As pessoas da rua que entraram. Poluíram a cena do crime. Policiais despreparados. Não interrogaram ninguém. Se a escola tivesse sido interditada, se tivéssemos o apoio da instituição, estaríamos em outro caminho”, explica
Retrato falado do suspeito de matar garota Beatriz, em Petrolina (Foto: Thays Estarque/G1)

Contrariando o que foi dito pela polícia, de que oretrato falado do suspeito foi finalizado apenas em Recife, na capital pernambucana, Sandro disse que cerca de 15 dias antes, já tinha tido acesso ao material.
“Nós já tínhamos contato com essas imagens anteriores. Foram testemunhas oculares, de acordo com o delegado Marceone, que viram uma pessoa estranha perto do bebedouro, que descreveram como seria essa pessoa e foi feito dois retratos falados. Minha esposa não participou diretamente dessa elaboração. O papel da minha esposa foi escolher entre uma dessas duas imagens”.
Para ajudar nas investigações, a família confirmou que mais uma força tarefa de Recife chegou aPetrolina para trabalhar no caso. “São profissionais da inteligência de Pernambuco, um delegado e mais quatro acompanhantes, que tem uma dinâmica diferente, um trato diferente com as coisas. A gente acha que tendo uma visão diferenciada por outro ângulo possa ser que ajude de alguma maneira”, avaliou Sandro. Atualmente, 22 pessoas trabalham exclusivamente no caso Beatriz


 A menina Beatriz Agélica Mota, de 7 anos, foi assassinada com cerca de 42 facadas durante uma aula da saudade das turmas do terceiro ano do colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 10 de dezembro. A criança saiu de perto da mãe para beber água e não retornou. O corpo foi encontrado minutos depois, em uma sala de material esportivo que estava desativada. Até o momento nenhum suspeito foi preso.

Em um momento as imagens registram a hora em que a menina conversa com Lúcia Mota, de acordo com depoimento da mãe, esse é o momento em que ela pede para beber água em um bebedouro próximo ao local. Esta é a última vez em que Beatriz aparece nas imagens.